Luxação Acromioclavicular

Tratamento para Luxação acromioclavicular em são paulo


O que é a luxação acromioclavicular (LAC)?

Luxação acromioclavicular é a perda de congruência entre a clavícula e o acrômio. Essa articulação é estabilizada por um ligamentos entre a clavícula e o acrômio e ligamentos entre o coracoide e a clavícula, que podem ser rompidos em traumas, em especial quedas sobre o ombro, causando a luxação acromioclavicular (LAC).

Um diagrama de um ombro mostrando os ligamentos acromioclaviculares

Identificando os sintomas da luxação acromioclavicular

Um homem sem camisa é mostrado com uma seta apontando para seu ombro.

O sintoma mais comum é a dor na articulação acromioclavicular. É possível observar também, em especial nos casos mais graves, a deformidade do ombro, com a clavícula ficando mais alta.

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Como é feito o diagnóstico?

A radiografia serve tanto para confirmar o diagnóstico como para avaliar a gravidade. A comparação com o lado sadio é importante. No lado acometido, a articulação fica desalinhada e o espaço entre o coracoide e a clavícula aumenta.

Uma radiografia do ombro de uma pessoa mostrando um ombro normal e um ombro quebrado.

Quais os graus da luxação acromioclavicular?

As LACs são classificadas de acordo com o acometimento dos ligamentos e o grau de deslocamento da clavícula. Conforme progride a classificação o caso se agrava.

Um desenho de um ombro com diferentes tipos de tensões
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Como se trata a luxação acromioclavicular?

Nos casos leves (tipos I, II e maioria dos III), onde a clavícula sofre um pequeno deslocamento, o tratamento não é cirúrgico, com imobilização com tipoia seguida por fisioterapia para ganho dos movimentos e fortalecimento.


Nos casos graves (alguns dos tipo III, além dos tipos IV, V, IV), é necessário o tratamento cirúrgico.

Quais os tipos possíveis de cirurgia?

Várias técnicas são possíveis, mas o princípio geral é fixar a clavícula ao processo coracoide. As três principais formas de realizar a fixação são o uso de endobutton, amarrilho ou âncoras. A cirurgia pode ser feita de maneira aberta ou por artroscopia. Quando indicado o tratamento cirúrgico, o ideal é realizar o procedimento nas primeiras 3 semanas.

Três tipos diferentes de pontos são mostrados em um fundo branco
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O que é uma luxação acromioclavicular crônica? Como se trata?

Quando o paciente apresenta uma LAC crônica (luxação ocorrida há mais de 1 mês) esses procedimentos citados acima não são suficientes de maneira isolada. Nesses casos é indicado o uso de um reforço com um ligamento ou tendão. Esse tecido pode ser obtido no próprio ombro, através da mesma incisão (ligamento coracoacromial), ou do joelho (tendão semitendíneo). O tendão obtido do joelho tem maior resistência, sendo o preferido pela maioria dos cirurgiões.


Após a cirurgia é necessária a imobilização por 6 semanas, seguida de fisioterapia para ganho dos movimentos e fortalecimento.

Um desenho em preto e branco de três tipos diferentes de articulações dos ombros.
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Médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo


Dr. Eduardo Malavolta

CRM-SP: 104.081 | TEOT: 10.138

Sou o Dr. Eduardo Malavolta, especialista em Ombro e Cotovelo, e posso lhe ajudar no tratamento e prevenção de problemas nessas articulações. Como Chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IOT-HCFMUSP) e Professor Livre-docente da FMUSP, atuo no ensino de alunos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de residentes de Ortopedia e estagiários de Ombro e Cotovelo. Na pesquisa, tenho mais de 80 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais e sou orientador de teses de mestrado e doutorado. Na assistência médica, realizo consultas e cirurgias, com ampla experiência na área. Além disso, como membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), atuo para melhorar a formação de estagiários de Ombro e Cotovelo por todo o Brasil, além de organizar cursos e congressos para a atualização científica dos membros associados. Bem-vindo ao meu site, onde você encontrará informações sobre meus serviços e meu compromisso com o bem-estar dos pacientes. Estou aqui para lhe ajudar no cuidado com o Ombro e Cotovelo.

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Por Eduardo Malavolta 13 de janeiro de 2026
Participei recentemente de uma entrevista na Veja Saúde , em que aprofundei um tema que ganha relevância a cada verão: o impacto dos esportes de praia e piscina sobre a saúde do ombro. A natação, o beach tennis e o vôlei se tornaram protagonistas desta estação, são modalidades acessíveis, divertidas e excelentes aliadas do bem-estar, porém, junto com o aumento da prática, cresce também o número de queixas relacionadas a dor e limitação funcional nessa articulação. O ombro é uma articulação altamente móvel, capaz de realizar uma ampla variedade de movimentos, e essa versatilidade, porém, tem um custo: depende da estabilidade e força de estruturas que podem ser facilmente sobrecarregadas quando a t écnica é incorreta , os treinos são intensos demais ou quando há falta de preparo muscular . É nesse contexto que surgem sintomas como dor progressiva, dificuldade para elevar o braço, perda de força e até episódios de inflamação. E u m dos principais pontos que destaquei é que a maioria dessas lesões poderia ser evitada com ações preventivas simples, que exigem mais disciplina do que complexidade: Fortalecimento gradual Respeito aos limites do corpo Atenção à postura Acompanhamento profissional sempre que possível. Movimentos repetitivos, comuns nessas modalidades, induzem estresse contínuo ao manguito rotador e, sem adaptação adequada, levam ao desgaste de tendões e músculos. A recomendação para quem deseja aproveitar o verão sem interrupções é clara: preparar o ombro antes de exigir o máximo dele. Exercícios específicos para musculatura profunda da escápula e do manguito rotador, aliados ao alongamento e equilíbrio corporal, formam a base preventiva mais segura e científica, mas e quando a dor aparece e não melhora com repouso, gelo e ajustes de treino? O caminho mais responsável é procurar um ortopedista especializado, pois muitas lesões identificadas precocemente tem tratamento mais simples, com melhores resultados e menor tempo de afastamento das atividades. Cuidar do ombro é cuidar do movimento, e o movimento, nesta época do ano, é sinônimo de saúde, convívio e qualidade de vida. Aproveitar o verão com segurança não exige abandonar o esporte, mas sim entendê-lo e respeitar o corpo que o sustenta. para ler a matéria na íntegra, convido você a clicar no link da entrevista https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/natacao-beach-tennis-e-volei-por-que-o-ombro-sofre-e-como-evitar-lesoes/ P r of. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo. 
Por Eduardo Malavolta 15 de agosto de 2025
Como ortopedista de ombro e cotovelo , professor livre-docente da FMUSP e pesquisador de ombro e cotovelo , tenho acompanhado de perto o aumento da prática da escalada indoor , especialmente na modalidade boulder . Essa atividade exige movimentos rápidos, explosivos e muitas vezes repetitivos acima da cabeça, o que naturalmente leva a uma sobrecarga das articulações do ombro , cotovelo e mão. No artigo que publicamos em colaboração com colegas e alunos de pós-graduação, buscamos entender melhor quais são as lesões mais comuns entre escaladores e quais fatores contribuem para seu aparecimento. Para isso, realizamos um estudo com 35 praticantes da modalidade, que responderam a um questionário detalhado e passaram por avaliações presenciais com ortopedistas certificados. Identificamos uma prevalência relevante de lesões no ombro (25,7%) e nas polias dos dedos (22,9%). Além disso, demonstramos uma associação estatisticamente significativa entre movimentos dinâmicos de escalada — como os saltos ou “dinâmicos” — e a presença de sinais de instabilidade anterior do ombro. Embora a escalada seja um esporte que envolve o uso dos membros superiores acima da cabeça, nossas observações sugerem que o tipo de sobrecarga imposta ao ombro é diferente daquela observada em esportes de arremesso, como o vôlei ou o beisebol, indicando uma fisiopatologia distinta que merece ser mais bem estudada. Esse trabalho reforça a importância de estratégias de prevenção, educação e treinamento específico para quem pratica o boulder indoor com frequência. Se você é praticante de escalada e tem sentido dor no ombro, sensação de instabilidade ou desconforto ao realizar movimentos rápidos e dinâmicos, pode ser o momento de procurar um ortopedista de ombro e cotovelo para uma avaliação adequada. Realizo consultas presenciais e também por telemedicina , inclusive oferecendo segunda opinião em casos de indicação cirúrgica. Para ler o artigo completo e entender os detalhes do estudo, clique no link abaixo. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39429319/ Prof. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo.